segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sonho 2

Sinto
Como se quisesse ir para um lugar
Bem longe...
Te perder
Foi algo mais difícil que pensei...
Quando não consigo enxergar o amanhã,
São momentos
Que não consigo dar um passo à frente...
Preciso de você
Para me puxar pela minha mão direita...
Ria,
Se debata,
Tente amar,
Como sempre...
O sonho que tive
Enquanto estava apaixonado,
Era meu dia-a-dia com você...
Não podia me aproximar,
Mas estava ao seu lado,
Isso era o mais difícil para mim...

Chuva de Verão

Céu da noite vibra com um relâmpago
Tenho medo dessa chuva
Isolo-me debaixo do guarda-chuva
Sem razão e fico petrificado.
Rodeado por uma multidão de "ninguéns",
Abro caminho e começo a correr.
Sobrepondo as mãos, agarro firmemente no cabo do plástico.
Cada vez que as nuvens rugem os meus dedos enrijecem.
Atingido pela chuva, penso naquele verão que passei contigo
E ele desaparece.
Dentro de mim, acumulam-se memórias que parecem a areia.
Atingida pela chuva, de quem é que você tenta se lembrar?
A chuva de Verão escorre pelo nosso guarda-chuva
E leva embora a lembrança feliz que eu tinha de você.

Sonho

Levanto-me novamente como o meu corpo ferido
O amanhã é o único caminho a seguir
Repetidas destruições e pecados
Se é esse o destino da raça humana
Agarrarei o amanha apenas com as minas mãos
Mesmo que eu não consiga lidar com a dor
Eu não quero confundir
O lugar para viver
Com um lugar de morte
Eu não posso evitar de sonhar o mesmo sonho
Que não será realizado.

domingo, 16 de agosto de 2009

100 anos de esquecimento

Não importa o que eu faça
Mesmo fazendo da mesma forma
Os erros serão repetidos
Várias vezes
O que realmente é necessário?
Para ter o seu amor aqui
Perto de mim
Acabo abaixando os olhos
Para uma lágrima rolar no meu rosto
Esquecida.
Experimento olhar para cima
Experimento olhar para longe
Procurando encontrar um ângulo
Pelo qual eu possa vê-la
Sem levantar o rosto por um caminho estranho
E perdido,passo os dias a te odiar
Tentando esquecer que te amei
E que fui esquecido
No tormento de um turbilhão de emoções
Durante 100 anos de esquecimento

sábado, 15 de agosto de 2009

Rascunho de um amor perdido

Eu te darei o amor de uma estrela cadente.
Observando um eterno sonho.
Pois quando o dia acaba
Eu reflito
Então sempre,sempre
Sempre estarei voando
Buscando por você.
Andorinha.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

E?

E Claro
E Belo
E Forte
E Moinho

E Antes
E Nunca
E Sempre
E Tudo

E Só
E Pó
E Feito
E Desfeito

E Ama
E Sofre
E Não
E Sorte

E Tenta
E Sente
E Mente
E Morre

Linda de pele alva

Branca lua
De sentimentos concretos
Azuis e brancos sem distinta cor
De púrpura
Assim me cura
Conquista e espalha amor aos quatro ventos
Sua,linda postura
Tem feito efeito sempre que te vejo
Formosura sua
Que Sempre tua
Acompanha a gente
E segue de repente
Tão feroz a Lua
Assim na chuva
De tanto amor para te dar e ser assim feliz
Como te amo
Como te quero
Te desejo em verde
E amarelo belo
E sendo assim
Termino os dias de minha vida
Afim da tua
Branca lua
Revelo o sentimento
Preso no peito
E que grita agora
Para você escutar
Te amo

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Naleman Ograssempó

Transcorre,mata e morre
Foi-se o aviãozinho
A cair pela favela
Onde o dono mora fora
E rico fica,através daqueles que ele
Apela.
Explora.

Com Puta Dor

Computador descarrego e sangro
Exponho sentimento e desejos
Passado,presente e talvez futuro
Onde sobreponho tudo e todos

Com Puta Dor descrevo meu pranto
De anarquia proveniente do querer
Com a vontade de ser,o que vencer
Onde julgo tudo que de verdade for

E assim sendo computador
És meu amigo de ombro e choro
Onde guardo memória minha
De todo desejo e amor à menina

Passa....e peço a fonte
Com Puta Dor de amor
Que me dói no peito
E termina na tela

Para vangloreio dos meus semelhantes
Que riem do meu choro
Sem nunca terem ousado tentar e amar
E zombam do meu desejo

Desejo esse meu,computador
Que é de uma vez por todas
Com a Puta Dor
Acabar.

sábado, 8 de agosto de 2009

CircoMundo

1º Ato

Felicidade plena e alegria constante
Título do espetáculo do fabuloso
Circo Solidão
Onde todos sorriem
Sorrisos de tristeza.
Sonhos despedaçados viram roteiro
Do espetáculo macabro e divertido
Onde todos cantam
Músicas de felicidade e lamúria
E essas lamúrias não são percebidas
Assim acaba o primeiro ato

2º Ato

Abrem-se novamente essas cortinas
Fétidas e maléficas
Que cobre o palco do show de horrores
Onde todos dançam
Os pesadelos alheios
Que outrora sombrios eram
Se magníficos fossem
Onde todos chutam
Para longe seus desejos
E resgatam a impossibilidade
De tê-los realizados.

3º Ato

E pela última vez
Reinicia o show da morte
Morte do pensamento
Onde todos calam
E sofrem em silêncio
Silêncio morbido e maiúsculo
De todo o universo macambúzio
Onde todos morrem
E finda o circo
Para iniciar-se outra vez
E recomeçar todo o sofrimento