sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Citação - Wander Wildner



" Suas palavras me levam sempre ao paraiso,onde o sol que me ilumina é o seu sorriso."

(Wander Wildner)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Insone,insano,lítero!

As palavras vêm aos berros
No silêncio, ao deitar
Um dicionário aberto na minha cama
Não pára de falar
Surgem aleatórias frases
Gritam, repetitivas
Até me adormecer
Durmo com as letras da palavra
E com a z
zzzzzzzzz...

Em Bora,Embora.

Estou vendo pertences do meu coração
Da vida irem embora
Partiram daqui
Partiram meu peito
Partidos se foram
E embora tudo passe

Não passa a lembrança
Que é passageira
Que vai e volta
Que vai e que volta
Não se foram

Mas foram
A demolição de uma história
A morte
A partida
Embora o embora seja natural

Meu coração rejeita
O pesar aumenta
A melancolia predomina
E perpetua
Pelo momento exato
De ter que lembrar
Do partir
Do que ele consome
E indica
A importância que possui

Numa vida partida
De um dia partir
Ir embora
Com todas as emoções
Embora.

Citação



"Vós, que sofreis porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele."
(Victor Hugo)

Para aquele sonho que era um filho

A vida
mole
me fez
duro
intolerante
intolerável.

Resta
buscar
leveza novamente
fora
da
poesia.

E aplicá-la
sobre quem
não merece
pedras.

Pedras
que juntei
no caminhar
vazio
dos sonhos
que joguei
no lixo.

Do tolo de pouco de fundo e tudo um pouco eu quero?

De mãos dadas com a noite
nenhum coração pulsante a ser cravado
nenhum peito a se morder infindo
nenhuma esperança vã de melhora futura com sorte talvez quem sabe
nenhum pai, nenhuma mão, nenhum amor fugidio, nenhum filho ou flor
de mãos dadas com a noite
tudo é um.
Do tolo .
de pouco .
de fundo .
e tudo é um pouco.


Eu quero?

E o vento é ar em movimento

Senti sua falta hoje,
Senti sua falta ontem,
Sentirei sua falta amanhã,
E todos os dias,
E sempre e sempre e sempre.
Sentirei isso e tudo mais.
Sentirei tudo e isso mais.
Saudade é algo que incomoda.
Senti sua falta hoje,
Senti falta dos teus olhos doces
E das tuas risadas frouxas.
Senti falta do teu ombro amigo
E da minha vontade de chorar.
Senti falta do teu conselho sincero
E do teu sorriso bonito.
Senti falta do teu abraço apertado também.
Foram tantas as sensações.
Foram tantas em vão.
Em prol de algo que era e não foi.
Senti falta de algo que eu nunca tive.
Você me salvou de tudo isso com um olhar.

sábado, 10 de outubro de 2009

Divina

Estranhos, como não, nessa distância,
Trocando confidência terna e pura,
Num tratamento ao prumo da elegância,
Ao zelo do elogio com ternura.
Sentidos virtuais das relações,
Carícias e promessas repetidas
Nos sonhos madrigais, nas sensações
Que em nossa alma sentimos refletidas
Ao lado da cama vazia, bebo vinho.
Eis-me entregue ao desejo, na saudade
De quem sequer o corpo eu adivinho!
Sobre a mesa, papel, caneta e a sobriedade
Composta pelos versos da verdade
Cortinando a ilusão dos meus caminhos.

Pausa para Iyalê

Hoje

Eu reparei, pelo jeito de olhar, pelo jeito de tocar, pelo modo de falar.E eles davam as mãos, e ele sorria pra ela e ela mexia no cabelo dele.Pra ser formal me dava e um oi e discretamente a abraçava cheio de segundas intenções, como se eu não tivesse percebido, como se eu fosse mais uma 'expectadora', como se eu não soubesse, como se eu não sentisse.E esse nó na garganta que teima em desatar mas eu não deixar ou eu engulo ou ele fica preso aí até desintegrar, meu orgulho (mais uma vez) não vai deixar.O que eu mais tenho vontade nesse momento é de ver o que eu pressinto se consumar isso será realmente importante, vai me causar uma 'angústia-aliviante' mas que vai passar, sempre passa. Da mesma forma que eu sempre deixei as coisas, pessoas e oportunidades passarem na minha vida, por pura fraqueza e falta de confiança em mim.


Por que eu ainda me sinto assim?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Os Últimos dos Meu Versos

Estes são os últimos versos
Que escrevo para você.
Os mais tristes e sombrios,
Os mais dolorosos e cheios de amor.
Posso escrever sobre tudo
Menos sobre você.
Posso escrever sobre as cachoeiras
Cujas águas
Não mais te banharão.
Posso escrever sobre o luar
Tão belo
E que para você nunca mais vou dedicar.
Posso escrever sobre o vento
Tão gostoso alento
E que não mais vou te soprar.
Posso escrever sobre as noites
De estrelas como os teus olhos
E que me fascinam tanto mas não mais encantarão.
Como eu quis você de minha musa inspiradora
De amor sem fim.
Por isso hoje,estes são os últimos versos
Que escrevo para você.
Não porque encontrei outros olhos como os seus
- isso é impossível -
Meus versos não serão mais por você,
Porque deixarei que outro escreva em meu lugar.
Outro que passará em tua vida,te amará assim como eu,
Que te dei tanto,mais tanto do meu amor
Tanto da minha vontade,
Tanto dos meus versos,
Tanto da minha sanidade.
Para você meus versos já não fazem sentido.
Teu olhar...
Teu amor...
Já não servem para meus versos - Ou meus versos que já não te servem -
Então,
Quando curarem meus versos feridos,
Tornarei a escrever para você.
Não por meu amor,
Não por meus próprios versos,
Te escreverei novamente,
Para te mostrar o quão importante foste para esses simples versos tristes.